Amazonas Dramaturgias
Concurso de Dramaturgia integra a programação do Festival de Teatro da Amazônia como uma ação estratégica voltada ao incentivo da criação autoral e ao fortalecimento da escrita teatral contemporânea. A iniciativa reafirma a compreensão da dramaturgia como eixo fundamental da cadeia produtiva das artes cênicas, reconhecendo o texto teatral não apenas como ponto de partida do espetáculo, mas como obra artística autônoma.
Ao abrir espaço para a submissão e avaliação de textos dramatúrgicos, o concurso contribui para a valorização de novos autores, o estímulo à diversidade de narrativas e a ampliação do repertório dramatúrgico, especialmente no contexto amazônico. As obras selecionadas passam a integrar um conjunto de dramaturgias reconhecidas pelo festival, ampliando sua circulação simbólica e fortalecendo a visibilidade da produção autoral no Amazonas.
Confira as publicações de dramaturgias realizadas nos ultimos anos:
Lançamento “Amazonas Dramaturgia Vol. 2" (2022)
Amazonas Dramaturgias Volume 2 – integrou a agenda de difusão da dramaturgia amazonense, reunindo obras selecionadas que refletem a diversidade estética e temática da cena teatral do estado. O evento foi realizado no dia 10 de setembro de 2022, no Casarão de Ideias, consolidando-se como um espaço de encontro entre artistas, pesquisadores e público interessado na produção dramatúrgica contemporânea da Amazônia. As obras foram selecionadas por Vinicius Souza (MG), com prefácio assinado por Gorete Lima (AM), fortalecendo o intercâmbio artístico entre diferentes regiões do país e ampliando o alcance da dramaturgia produzida no Amazonas.
Dramaturgias publicadas - Volume 2.
“VACAS BRAVAS"
Taciano Soares
Artista da cena, diretor, produtor e gestor cultural, com atuação no Ateliê 23, onde é fundador e co-diretor. Professor de Teatro e de Gestão e Produção Cultural da Universidade do Estado do Amazonas. Doutor em Artes Cênicas e Mestre em Cultura e Sociedade, ambos pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Especialista em Gestão em Responsabilidade Social (PUC Minas), Neurociências e Comportamento (PUCRS), Abordagem
“O CÉU BEIJOU A BOCA DE SATURNO"
Felipe Maia Jatobá
Felipe Maya Jatobá é um profissional da atuação, direção teatral e dramaturgia. Bacharelando em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas, desenvolve sua pesquisa cênica acerca de dramaturgias auto ficcionais e encantarias amazônicas. Atualmente é diretor do Grupo Jurubebas de Teatro e da Descartável Cia & Produtora Cultural. Diretor Administrativo da Federação de Teatro do Amazonas (2018-2020), trabalhou como agenciador de projetos culturais e produtor artístico de eventos teatrais na cidade de Manaus. Artista premiado nos quesitos de direção, atuação e dramaturgia em mais de 20 festivais de teatro no Brasil.
“AMAZONAS EM CHAMAS – BREVES CENAS DO CAOS"
Aiub Serrão
Aiub Serrão é poeta e escritor amazonense nascido em Manaus. Graduando em Filosofia na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). É idealizador do projeto Ampulheta Literária que incentiva a leitura e a escrita no estado do Amazonas.
Lançamento “Amazonas Dramaturgia Vol. 3" (2024)
O lançamento do livro “Amazonas Dramaturgias – Volume 3” integrou a programação do XVII Festival de Teatro da Amazônia, realizado em 2024, reafirmando o compromisso do evento com a valorização e a difusão da produção dramatúrgica da região. A obra reúne textos selecionados no Concurso de Dramaturgia do Festival e apresenta um panorama diverso de linguagens, temas e abordagens contemporâneas do teatro amazônico. O lançamento ocorreu no dia 11 de outubro de 2024, às 19h, no Palácio da Justiça, em Manaus, consolidando-se como um momento de celebração da dramaturgia amazônica e de reconhecimento aos autores e autoras que contribuem para o fortalecimento da cena teatral da região.
Dramaturgias publicadas - Volume 3.
“DOIS IRMÃOS” (INSPIRADO NO LIVRO DE MILTON HATOUM)
Cairo Vasconcelos
Cairo Vasconcelos é formando pela Universidade do Estado do Amazonas – UEA em Licenciatura em Teatro. Em 2019, fundou o Menina Miúda Produções Artísticas, onde atua como encenador, dramaturgo. Foi vencedor do prêmio “Estímulo ao Teatro 2022” com o espetáculo “Dois Irmãos”, sendo recebido com bastante sucesso entre público e crítica, recebendo diversas indicações como Melhor Direção de Arte, Programa Visual e/ou Cartaz de Espetáculo e ganhando prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Cenário.
“O AMOR É TÃO LONGE"
Lenine Charles
Lenine Charles (ela/dela) é uma mulher transgênero natural de Manaus/Amazonas. Autodeclarada multiartista com foco nas práticas teatrais, acumula experiências como atriz, dramaturga, cantora, compositora, dançarina e produtora cultural. Deu início a suas atividades artísticas profissionais em 2019, em Coimbra/Portugal, onde fez intercâmbio pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Desde 2022, é membro e coordenadora da Companhia Transversal de Artes Integradas, voltada para oportunizar pessoas trans nos circuitos teatral e audiovisual de Manaus.
“O MORRO DO BODE SELVAGEM"
Felipe Maya Jatobá
Felipe Maya Jatobá é um profissional da atuação, direção teatral e dramaturgia. Bacharelando em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas, desenvolve sua pesquisa cênica acerca de dramaturgias auto ficcionais e encantarias amazônicas. Atualmente é diretor do Grupo Jurubebas de Teatro e da Descartável Cia & Produtora Cultural. Diretor Administrativo da Federação de Teatro do Amazonas (2018-2020), trabalhou como agenciador de projetos culturais e produtor artístico de eventos teatrais na cidade de Manaus. Artista premiado nos quesitos de direção, atuação e dramaturgia em mais de 20 festivais de teatro no Brasil.
“QUEIMAR A CASA"
Caio Lobo Muniz
Caio Lobo Muniz – dramaturgo, ator, performer, produtor teatral e professor de Artes da Secretaria Municipal de Educação de Manaus – SEMED, cursando o mestrado profissional em Artes na Universidade Federal do Amazonas–UFAM, e graduado em Licenciatura em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas–UEA. Membro criador do Lobo Cênico Coletivo
“QUEM MATOU A PEQUENA ESPERANÇA?"
Geiberson Teixeira
Geiberson Teixeira – Artista da cena teatral Manauara desde 2007. Integrou o TESC- Teatro Experimental do Sesc (2007-2011). Atua na Cia de teatro Vitória Régia desde 2011, onde é o atual presidente. Autor da obra Quem matou a pequena Esperança?, atual produção da Cia Vitória Régia. Estudante do curso de História da Universidade Federal do Amazonas.
“OS TEUS OLHOS EU QUERO COMER! ... É BOM! ... OU NEM DEUS NEM DIABO EM TERRA BAMBA"
Nereide Santiago
Doutora em Estudos Românicos pela Université Stendhal, Grenoble 3, França (2004), professora-funcionária pública aposentada, diretora artística e encenadora da Companhia Teatral A Rã Qi Ri desde a fundação (1992); montou com essa companhia, o projeto Demônios de Qorpo-Santo com adaptações de Mateus e Mateusa, Hoje sou Um; e Amanhã outro e A Separação de dois Esposos (1992-1994). Dramaturga, autora das peças: Os teus olhos eu quero comer!… É bom!…, Recriando mitos tikuna, Nós Atados (Valer, 2012), A Busca (Atafona, 2018), Espanto, Vida e Morte de um Voyeur (Edições Governo do Estado-AM, 2012), Via Dolorosa (2022).
“O FAROL E O POETAM INCABADOS"
Livia Regina Prado
Livia Regina Prado de Negreiros Mendes, ou Livia Prado tem 57 anos e é natural de Manaus, Amazonas. Formada em jornalismo, pós-graduada em marketing e gestão pública. Trabalhos literários publicados (Cadú e a bactéria verde 2020, A Trilogia do Artista, obra em colaboração 2020) através do edital Aldir Blanc, estreou recentemente uma peça musical inspirada na obra de Raul Seixas, “Instituto Luar × Metamorfose Ambulante”. Atualmente a autora está envolvida em três projetos de roteiros originais para cinema, em diferentes estágios de produção.
“(TRANS)MIDIÁTICO"
Kai Henrique Silva Fernandes
Kai Henrique Silva Fernandes nasceu em 1997 em Piracicaba, SP, atualmente vive em Macapá/Amapá. Graduou-se em Licenciatura em Teatro pela Universidade Federal do Amapá e está atualmente cursando mestrado em Educação. É ator, performer, dramaturgo e professor. Como artista, tem participado de mostras de experimentos e festivais onde busca compartilhar suas histórias e perspectivas sobre a vida, promover reflexão, empatia e mudanças através da arte.
“HOJE ACORDEI BETTE DAVIS"
Michel Guerrero
Michel Guerrero, é ator, diretor, produtor, humorista, professor de teatro, jornalista e cineasta. Trabalha há 33 anos como artista de teatro em Manaus. Formado em Comunicação Social–Jornalismo (2013)/Uninorte e Licenciatura em Teatro (2021)/Universidade do Estado do Amazonas, foi presidente da Federação de Teatro do Amazonas, (2005/2006 e 2014/2015). Vencedor do prêmio de melhor ator, em 1996, na XIII Zonarte do Sesc-Am. Indicado ao prêmio de melhor ator por “A herança maldita de Mercedita de La Cruz”, em 2007, no 4º Festival de Teatro da Amazônia. No 8º Festival, venceu prêmio de melhor ator por “Dorothy Garland”. Ao todo, já participou de quase 60 espetáculos teatrais e de música.
“RIO ÁRIDO NEGRO"
Francisco Rider
Francisco Rider é um multiartista, que realizou seu aperfeiçoamento artístico na Organização Movement Research de Nova Iorque, como artista bolsista da CAPES-MEC (EUA- 1996-98). É especialista em Gestão Cultural pelo SENAC SP. Mestre em Letras e Artes (PPGLA-UEA). Doutorando em Poéticas Visuais do Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAV). Sua peça Huma/ (direção e dramaturgia) fará circulação nacional com patrocínio da Funarte, no segundo semestre de 2024. Sua obra BloCorpo foi selecionada e subsidiada pelos Rumos Itaú Cultural de São Paulo (2009/10). O artista foi contemplado com prêmios da Funarte, Minc, Manauscult, Sec e outros. Suas obras cênicas foram vistas em espaços experimentais icônicos nova-iorquinos como: Judson Church, PS122, The Kitchen, Saint Mark’s Church, Dixon Place, Here Art Center entre outros.
Lançamento “Amazonas Dramaturgia Vol. 4" (2025)
“Amazonas Dramaturgia – Volume 4” marcou um dos momentos mais simbólicos do XIX Festival de Teatro da Amazônia ao colocar a palavra escrita no centro da cena e reafirmar a força da dramaturgia produzida no estado. Realizado no dia 30 de outubro de 2025, durante a Feira de Livros do SESC, o encontro reuniu artistas, leitores e curiosos em torno de uma coletânea que reflete a diversidade de olhares, temas e linguagens do teatro amazonense contemporâneo. As obras reunidas — assinadas por Lenine Charles, Narda Teles e Paulo Queiroz, Dimas Mendonça, Marielen Kuma e Paulo Martins — revelam diferentes modos de narrar a Amazônia, suas urgências, memórias e atravessamentos.
Dramaturgias publicadas - Volume 4.
“A DOENTE HEREDITÁRIA"
Dimas Mendonça
É artista da cena, atuando como ator, autor e diretor de performances teatrais. É ator na Buia Teatro Company e coordena projeto de experimentações cênicas *Processo Nascimento* desde 2010. Bacharel em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), foi ator do Teatro Experimental do SESC AM (TESC) de 2005 a 2016. Dimas é autor e intérprete nas obras “ABAPORUÇÃO”, “Exercício de ABAPORUÇÃO”, “Tartufo-M” e “Pra Que Arte?”. Em 2024 estreou como autor teatral com “A Doente Hereditária”, no Festival de Teatro do Amazonas, onde foi premiado por sua atuação em diferentes edições do evento.
“POÇO DOS DESEJOS"
Lenine Charles
É travesti manauara e atriz sob o DRT 297/AM, além de dramaturga, cantora e produtora cultural. Iniciou carreira artística em intercâmbio pela Universidade Federal do Amazonas, em Coimbra, Portugal. Após retornar, desenvolveu seus estudos em Teatro e Canto através de instituições ligadas ao Liceu Cláudio Santoro e Escola de Produção Interartes. Venceu dois concursos de Dramaturgia do Festival de Teatro da Amazônia pelo segundo ano consecutivo, foi publicada pela Federação de Teatro do Amazonas no volume anterior da coletânea *Amazonas Dramaturgia Vol. 3*, com o texto “O Amor É Tão Longo”, escrito em parceria com Alexandre Gomes e adaptado para os palcos pela Companhia Transversal de Artes Integradas em 2024.
“ABAPORUÇÃO TRAVESTY PARECE QUE NÃO TENHO AUTORIZAÇÃO PARA ESTAR AQUI"
Mariellen Kuma
É uma artista, atriz (DRT 0302/AM), produtora cultural e mulher travestigênero que utiliza sua arte como ferramenta de resistência e ativismo. Fundadora da Kuma Espaço de Criação, ela trabalha temas como identidade de gênero, racialidade e inclusão em suas obras. Doutora em Genética pelo INPA, migrou para as artes cênicas para transformar suas vivências em criações poéticas. Entre seus trabalhos destacam-se o monólogo “Parece que Não Tenho Autorização para Estar Aqui” e a direção de “A Doente Hereditária”, ambos selecionados e premiados no XVIII Festival de Teatro do Amazonas. Mariellen acredita no teatro como espaço de diálogo e empoderamento da comunidade LGBTQIAPN+. Destaca a importância de políticas afirmativas como cotas, pontuação diferenciada e editais voltados exclusivamente para pessoas trans e travestis.
“O CONTO DA COBRA NORATO"
Narda Telles
É mestre em Filosofia pela UFAM e atua há mais de 40 anos no Amazonas como atriz, diretora, bailarina e dramaturga, com uma sólida trajetória nas artes cênicas. Formada em interpretação teatral, dança contemporânea e dramaturgia, participou de cursos com grandes nomes do teatro brasileiro, como José Celso Martinez e Monah Delacy. Atuou e teve peças marcantes, como “Antígona” (2003), “Medeia” (2004) e “As Bacantes” (2013). Também se destaca na produção de espetáculos infantis e coordenou cursos como “Pequeno Queiroz: Livre Infantil”, “Um Peixe Boi”, “O Canto do Sapo Queiroz”, livro infantil “Yavê”, “Pequeno Peixe-Boi” e, em 2024, publicou “CO2 e H2O: Os Heróis da Natureza” e, com João Pedro Taneda, “Mitos Amazônicos: Narrativas do Coração do Mundo”.
“O CONTO DA COBRA NORATO"
Paulo Queiroz
É mestre em Teatro, licenciado e bacharel pela UEA, com especialização em Gestão e Produção Cultural. Ator, diretor teatral, produtor cultural, foi diretor artístico da Associação Amazonia Arte-Mythos, além de atuar como dramaturgo, compositor, pesquisador em arte-educação e preparador de atores. Professor de Artes da SEDUC-AM, possui mais de 30 anos de experiência no teatro, destacando-se como ator e diretor em diversas companhias. Recebeu vários prêmios e participações em campanhas publicitárias, televisão, teatro, dança e rádio. Foi diretor artístico do 47º Festival Folclórico Marquesiano, integrando o Colegiado de Teatro do MinC e atuou como conselheiro municipal de cultura.
“CONEXÃO SANTARÉM-MANAUS"
Paulo Martins
Artista amazonense, pesquisador de teatro e audiovisual. Trabalha como ator, diretor, iluminador e produtor cultural em Manaus. Bacharel em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Co-criador e produtor da Café Preto Produções Artísticas, mas também desenvolve trabalhos independentes. Tem como objetivo em suas obras a pesquisa da negritude da periferia.
